domingo, 28 de setembro de 2008

Desfile

Desfile

Um passo
Outro passo
Cadência
Quadril
Cintura fina
Passarela
Que ela passa
Bela

Prezados leitores, encontrei esse poema nuns guardados antigos. Publiquei-o no Usina de Letras. Divirtam-se, acompanhem o ritmo natural do rebolado da modelo desfilando na passarela.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

venda do livro

Amigos leitores boa noite!
Recebi um pedido de livro de uma leitora do Sul. Enviarei o mais rápido possível.
É preciso dar tempo ao tempo.
Tentei antes escrever alguns versos diferentes. Não consegui.
Meu tempo passou. Busco palavras num horizonte onde antes não as tinha. Paciência. Meus leitores fieis não me abandonarão ainda que me falte o ritmo e a rima.
Hoje aluguei a quadra de futebol de salão no colégio onde meu filho estuda. Voltarei a praticar futebol, preciso manter minha forma física e combater o estresse das construções. Só eu sei o quanto me ajuda bater um pouco de bola com alguns amigos, mesmo sendo eu o maior perna-de-pau, na linguarem deles, uns desorientados, porque eu me considero um craque que foi mal orientado. Os colegas do meu filho estão convidados e certamente formarão a equipe. É claro que divertir-me-ei, ainda que seja para esquentar o banco de reservas por alguns minutos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Talvez algum dia eu faça um comentário melhor sobre as últimas olimpíadas na China. O ar de decepção ainda é muito forte no semblante de cada brasileiro. Apesar do sucesso conquistado pela ala feminina. A primeira medalha de ouro feminina do atletismo, a primeira medalha de ouro da natação. Foi bonito. Mas parece ainda muito pouco pelo muito que o país fez e pela primeira vez se fez representar entre os melhores do mundo, como na ginástica. Se o Diogo escorregou no final, se a canarinho do futebol derrapou mais uma vez frente aos hermanos argentinos, se a vara do salto em altura desapareceu, se a masculina de volei, que vinha ganhando tudo nos últimos oito anos foi batida pela seleção americana.. bah! tudo isso faz parte do espetáculo olímpico... se o Jadel decepcionou e a Edinancir não ganhou medalha... nossos jovens têm que se espelhar no que de positivo tivemos nas Olimpíadas para que mais tarde num futuro breve, possamos realmente estar entre as potências olímpicas do mundo. O segredo de todo o sucesso olímpico está na base... em nossas crianças. Se os próximos governos não perceberem isso e não investirem na base, ficaremos sempre atrás de países inexpressivos como potência econõmica e fortes como potência olímpica.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Já estava com saudades de escrever aqui. Aprendi dactilografia muito jovem, durante o curso, passadas as páginas do manual, o professor disse-me que assim que eu atingisse tantos toques por minuto estaria concluído o curso; os dedos afundavam as teclas da máquina de escrever com força, uma Olivetti; foi ele acabar de falar, coloquei uma folha nova de papel na máquina e concluí o curso naquele primeiro minuto de teste copiando um texto qualquer. Não voltei mais lá. A agilidade para escrever trago daquele tempo. Durante a faculdade fui trabalhar num escritório de contabilidade que tinha uma Tekne3 elétrica; eu a fazia quase soltar fumaça. Sonhava em um dia adquirir uma daquelas, imaginava que se eu começasse a escrever na danada, não pararia mais. O tempo passou. Nunca consegui ter uma máquina de escrever em casa. Estou comendo doce de banana que minha mãe trouxe da chácara e ao mesmo tempo conversando pelo computador com um primo meio maluco que está descobrindo as maravilhas do autocad e um engenheiro que está iniciando no trabalho comigo. Mas, voltando ao assunto, mesmo sem máquina em casa, nunca parei de escrever: escrevia em tudo quanto era tipo de papel quando batia a palavra, o verso pronto para ser lido. Vá lá! Agora que tenho a facilidade do teclado do computador, leve e com as portas abertas para o mundo, não consigo dar-me o tempo necessário para permitir que a palavra venha.